Estes, entre tantos outros, são exemplos de coisas que me encanitam quando abro o Facebook. Confesso que já fiz um (ou muitos destes testes), principalmente no início, em que isto era novidade e até lhes achava uma certa graça. Depois, o tempo foi passando e eu começo a ter ânsias sempre e cada vez que isto me aparece no feed de notícias. Isto porque há sempre um lado obscuro da minha personalidade (que espero tratar com recurso a todas as páginas de auto-ajuda que por ali também imperam) que quase não resiste à tentação de saber o que me calharia em sorte no resultado. Fico sempre com medo que o destino me reserve 17 filhos e que eu depois não consiga dar conta da coisa. Ou que, de repente, eu perceba que sou parecida não com a Gwyneth Paltrow mas sim com o Bruce Lee. Poderia não recuperar…
Faz-me
brotoeja o linguajar que ali se propaga. Um português mal escrito, mal
traduzido e que vai fazendo carreira nas páginas de cada um e que se cola ao
céu da boca, fazendo-nos ter dúvidas se o que costumamos escrever não é o que
está mesmo errado…
Mas
o que me custa mais é o sem graça de todos os resultados. Podiam ser coisas
cheias de piada, que nos fizessem rir até ficarmos com os abdominais em brasa e
nos fizessem fazer xixi nas cuecas. Mas quando a resposta ao “Que pensam os
homens de ti?” surge num diplomático “Gaja, és uma desgraça” isto passa a piar
mais fino! Mas quem acham estes tipos que são, que nem português sabem falar,
para virem dizer que a pessoa é uma desgraça??? Qu’esta merda? Que digam que
uma pessoa aparenta ter 18 anos quando tem 39 ou que devia viver em Nova Iorque
em vez de viver em Santa Iria da Azóia é uma coisa. Agora dizerem à pessoa que
ela é uma desgraça? Isto é um convite à auto mutilação. E eu nem sempre sou
adepta da violência. Pelo menos, até à hora de almoço…

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